Um gaúcho que já sofreu muito por amor, mas que cresceu com cada tapa que levou, e que vai aprendendo com a vida, contornando os obstáculos e com um sorriso na cara, mesmo que chorando por dentro, porque afinal, ninguém precisa ter a felicidade me ver chorando. André, 15 anos.
“No fundo eu me importo. E de verdade. E esse é o problema de amar, porque você se importa mais com aquela pessoa, do que com si próprio. Deixa você de lado, e se molda para ter aquele alguém. E nem sempre consegue. Literalmente, você muda. Parece besteira, e é. Tentar ser quem você no fundo não consegue ser, para agradar alguém que não percebe o quanto você é forte. O quanto está lutando para esquecer suas manias. Nos tornamos otários. Isso mesmo, completos idiotas por não enxergar o que estamos nos tornando. Vemos tudo completamente certo, porque aquela pessoa é tudo o que você quer naquele momento. Você se contradiz, também. E que com todas as circunstancias, vale a pena. Lutar pelo o que você quer. Se moldar. Mudar. E além de tudo, não desistir. Mesmo que doa, mesmo que haja sofrimento, e que muitas lágrimas escorram pelo seu rosto. Mesmo que o amor nos cegue. No fundo, no fundo mesmo, o sentimento vale a pena.” (sonhosdavida)
Era o meu primeiro dia de aula numa escola nova. Eu não tava apavorado, sabia que não ia ser diferente das outras escolas. Eu cruzei o portão com a minha camiseta do Avenged Sevenfold por cima do uniforme, meu jeans tava rasgado e no meu all star tinha escrito “foREVer”. Tava todo mundo me olhando, ficavam se perguntando quem era quele emo ali. Eu só entrei na sala, e uma menina bonita se sentou ao meu lado. Ela também tava de all star, com fones nos ouvidos. Estiquei a cabeça e vi que ela tava ouvindo System Of A Down. Estranhei. Ela me viu com a camiseta do Avenged e me perguntou onde tava o meu uniforme. Eu falei que estava por baixo da camiseta, e ela me perguntou o que era aquilo. Eu disse que era uma banda de rock, e ela pediu pra eu mostrar pra ela. Mostrei a música Nightmare durante a aula de matemática. E adivinha? Ela gostou. Passamos o intervalo ouvindo todas as músicas deles, eu fui falando dos integrantes, até que ela viu o que estava escrito no meu all star. E ela perguntou o que era. Meu coração doeu. Falei que era o integrante que tinha morrido, e ela me deu um abraço, como se eu tivesse perdido o meu melhor amigo. Passaram-se os dias e ela entrou com uma blusa do Slipknot, por cima do uniforme. Nesse dia, ela me contou sobre o Paul, que também tinha morrido. Tava tudo acontecendo de novo. Tocou uma música lenta, Snuff, e eu tava lá, abraçando ela. No dia seguinte ouvimos Guns N’ Roses. Ela tava se tornando a minha melhor amiga. Um dia ela foi na minha casa e eu coloquei Guitar Hero pra gente jogar. Nós dois fomos na guitarra, e, cara, ela era boa mesmo. Tão boa que ganhou de mim cinco vezes seguidas. Talvez porque eu estivesse preso nos olhos azuis dela, ou no jeito que ela imitava o Synyster tocando. Balancei minha cabeça como o Mick, e no final lá estávamos nós, gritando durante Before I Forget. Chegou um dia em que eu estava com a camiseta do Avenged, e ela também. Ela tinha escrito a mesma coisa no all star dela, e passamos o intervalo sem ouvir música alguma. Ela tinha deixado as amigas dela pra trás, e eu não tinha nem me dado ao trabalho de virar amigo de alguém. Mas ai veio uma vontade louca de ter ela pra mim, sabe? E naquele dia eu pedi ela em namoro. Assim, do nada. Ela começou a chorar, porque no iPod dela estava tocando Dear God. Ela sentia falta do ex-namorado. Eu abracei ela, mas ela se virou e me deu um beijo. É, ai a gente começou a namorar. Sabe? Foi muito bom. Foi o melhor namoro da minha vida. Porque ela era parceira. Nós passávamos as tardes jogando Guitar Hero e comendo muito Doritos. Ai ela tava com doritos na cara toda, e nós passamos o dia se molhando na mangueira. Ela era perfeita, e eu me sentia o cara mais feliz do mundo com ela. Um dia eu entrei na escola com a camiseta do Slipknot, tava tocando Snuff no meu iPod. Encontrei ela com o uniforme normal, sentada ao lado de um garoto. Ela me viu e começou a chorar, veio correndo até mim. Dei um abraço e perguntei o que tinha acontecido com a minha pequena, minha coisa mais preciosa no mundo. E ela confessou que tinha me traído. Ela mesma disse isso, e olha, meu coração doeu como se o The Rev tivesse acabado de morrer na minha frente. Ela disse que precisava terminar, que ela tinha encontrado alguém que ela realmente amasse. E eu só me senti um lixo. Então ela não tinha me amado nesse tempo todo? Nos dias seguintes eu não tirei meu fone de ouvido em momento algum. Eu via ela com aquele menino, e eu lembrava de quando era eu ali. E, se você quer saber, eu não consigo mais ouvir banda alguma. Não consigo mais jogar Guitar Hero, não consigo nem comer doritos. Sabe porque? Porque tudo me lembra ela. Tudo me lembra como eu fui feliz com ela. E aquela dúvida, aquela vontade de saber se eu não fiz ela feliz o suficiente, aquilo ainda me persegue. Me machuca. E cara, eu sinto muita falta dela. Tenho vontade de voltar rastejando, cantar Nightmare como na primeira vez, e ver se ela volta pra mim. Mas ela tá feliz com outro, com aquele que curte Mc Catra e que passa a noite no baile funk. Daqui a uma semana vai fazer dois meses que ela terminou comigo. E a sensação é a mesma. Eu vejo ela e quero ela pra mim, de novo. Porque eu nunca fui tão feliz com uma menina como eu fui com ela.
Não sei amar pela metade, sem exagero. Não sei me conformar com o quase, não sei sonhar meio sonho. Se amo, amo inteiro, me entrego, sinto mais do que deveria. Se amo, amo e protejo, amo e me esqueço da existência de limites. Não sei cuidar só às vezes, não sei me preocupar só com o que devo, não sei não me importar com cada detalhe secreto teu. Se amo, amo intenso, amo ao extremo, amo ao quadrado multiplicado por um zilhão. Não sei amar por partes, com condições. Sou assim, vivo com o coração nas mãos, sou inquieto e não calculo conseqüências. Sou bom ouvinte e vou saber até o que você não diz. Vou te observar, mimar e te cuidar. Quando amo, sou seu, totalmente seu. Porque se amo, amo e pertenço, amo e sofro com tua dor. Se amo, te espero, te guardo, morro e continuo vivo.
Um dia em que você quer um colo, mais nada. Porque de vez em quando tudo que a gente precisa é isso, se cercar de carinho e nada mais. Sem palavras, só presença física.
O código do theme foi feito por Hasta Maana com adaptações e modificações de bemvindoarealidade. Não copie! Por mais que eu não o tenho feito, reconheça meu esforço.
Dá um trabalhão modificar tudo.
Um bobo apaixonado, um coração entregado. Uma criança que ainda não cresceu, o ciumento, o romantico. Já sofri muito por amor, já tive muita dor, superando aos poucos eu vou indo pra onde o vento me levar. Não sou cara de tratar mulher como objeto, nao tenho preconceitos. E aqui, no meu recanto, no lugar que da pra expressar tudo que eu sinto, tudo que eu penso, tudo que eu queria dizer eu consigo ser um pouco feliz, melhorar meu dia e desabafar.